Amplificador com streaming Cambridge Audio Evo 150 SE, vista frontal

A Cambridge Audio é uma marca britânica de alta fidelidade, fundada em 1968 e hoje sediada em Londres. O primeiro produto, o amplificador P40, já usava um transformador toroidal, e a marca mantém-no hoje em amplificadores de 429 €. Na my HI-FI HOUSE, em Lisboa, temos quatro famílias da Cambridge Audio: AX, CX, Evo e L/R. Este guia explica como montar um sistema com cada série, quanto custa e para quem faz sentido.

Série AX: o sistema clássico de entrada

A série AX é a porta de entrada. O AXA35 (429 €) é um amplificador integrado de 35 W por canal com pré de phono MM incluído, quatro entradas RCA e saída de auscultadores. O gira-discos liga-se diretamente. O AXC35 (429 €) é o leitor de CD da mesma série, com DAC Wolfson e saída coaxial para o dia em que quiser um DAC melhor.

Um sistema AX completo fica assim: AXA35, AXC35 ou um gira-discos e um par de colunas passivas de estante. Com 858 € nas duas caixas Cambridge, sobra orçamento para colunas entre 300 € e 600 €. É para quem tem discos ou CDs e quer um sistema tradicional sem streaming. Se mais tarde quiser streaming, junta-se o MXN10 numa entrada RCA.

Série CX: separados a sério, sem exagero

A CX Series 2 é o degrau seguinte. O CXA81 Mk II (1 199 €) dá 80 W por canal em Class AB, com transformador toroidal, DAC ESS ES9018K2M, entrada XLR balanceada, USB, Bluetooth aptX HD e duas zonas de colunas. Alimenta colunas de chão sem dificuldade. O CXN100 SE (1 049 €) é o streamer da série: DAC ESS ES9028Q2M, StreamMagic com Spotify Connect, TIDAL Connect, Qobuz, AirPlay 2, Chromecast e Roon Ready, e HDMI eARC para a televisão. O CXC V2 (599 €) é um transporte de CD puro: lê o disco e entrega o sinal digital ao DAC do CXA81 ou do CXN100, sem conversor próprio.

O sistema CX típico junta o CXA81 Mk II e o CXN100 SE (2 248 €) a colunas entre 800 € e 2 000 €. Quem tem uma coleção de CDs acrescenta o CXC V2. Quem tem vinil precisa de um pré de phono externo, porque o CXA81 não o inclui. É para quem quer um sistema modular, com a hipótese de trocar o amplificador ou o streamer separadamente daqui a dez anos.

Série Evo: amplificador e streamer numa caixa só

A Evo junta o que a CX separa. O Evo 150 SE (2 399 €) tem 150 W por canal em Class D Hypex, DAC ESS, pré de phono MM, HDMI ARC, streaming completo e painéis laterais que se trocam entre madeira e alumínio, numa caixa com a largura de uma capa de vinil (317 mm). O Evo 300 (3 999 €) sobe para 300 W por canal em Hypex NCOREx, com arquitetura dual-mono, DAC ES9038Q2M, HDMI eARC e integração com Control4 e KNX.

Escolhe-se o Evo, escolhem-se as colunas, e o sistema está feito. O Evo 150 SE chega para a maioria das salas e das colunas de estante ou de chão até 2 500 €. O Evo 300 justifica-se com colunas exigentes ou salas grandes. O Evo One (1 499 €) leva a ideia até ao fim: streamer, 700 W de amplificação e 14 altifalantes numa só peça de 675 mm, com phono MM, HDMI eARC e ecrã de 6,8 polegadas. É para quem quer um sistema de sala com uma tomada e mais nada.

L/R e MXN10: colunas ativas e o streamer que se liga a tudo

As L/R são sistemas completos dentro das colunas: amplificação, DAC e ligações já lá estão. As L/R S (499 €) têm 2 x 50 W, Bluetooth aptX HD, USB-C, ótica e saída de subwoofer. Servem uma secretária ou um quarto. As L/R M (1 399 €) acrescentam streaming StreamMagic, pré de phono MM, HDMI eARC e 2 x 150 W. As L/R X (1 999 €) sobem para 2 x 400 W, woofers de 5 polegadas, graves até 35 Hz e ligação sem fios entre colunas por WiSA. Todas vêm em seis cores.

Com as L/R M ou L/R X, o sistema é o par de colunas e o gira-discos ou a televisão. Comparadas com um Evo 150 SE mais colunas de 1 000 €, as L/R X custam menos e ocupam menos. Perdem na possibilidade de trocar peças. Já o MXN10 (449 €) é o streamer para quem já tem amplificador: 215 mm de largura, DAC ESS ES9033Q, StreamMagic e saídas RCA, coaxial e ótica. Acrescenta streaming a um AXA35 ou a qualquer amplificador antigo.

Modelo Tipo Preço
AXA35 Amplificador integrado com phono, 35 W 429 €
AXC35 Leitor de CD 429 €
MXN10 Streamer de rede compacto 449 €
L/R S Colunas ativas Bluetooth 499 €
CXC V2 Transporte de CD 599 €
CXN100 SE Streamer de rede com DAC 1 049 €
CXA81 Mk II Amplificador integrado, 80 W 1 199 €
L/R M Colunas ativas com streaming 1 399 €
Evo One Sistema tudo-em-um 1 499 €
L/R X Colunas ativas com streaming 1 999 €
Evo 150 SE Amplificador com streaming, 150 W 2 399 €
Evo 300 Amplificador com streaming, 300 W 3 999 €

Porque escolhemos a Cambridge Audio

A Cambridge Audio desenha os produtos em Londres e põe o dinheiro onde se ouve: um transformador toroidal num amplificador de 429 €, DACs ESS nas gamas CX e Evo, um servo de CD desenhado pela própria marca. É o tipo de marca que procuramos: um catálogo coerente, com degraus de preço bem definidos, onde cada euro a mais compra uma diferença que se ouve na nossa sala de audição.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre o Cambridge Audio CXA81 Mk II e o Evo 150 SE?

O CXA81 Mk II é um amplificador integrado com DAC, mas sem streaming nem phono: precisa de um streamer como o CXN100 SE ou o MXN10 para tocar Spotify ou TIDAL. O Evo 150 SE já traz streaming, phono MM e HDMI ARC na mesma caixa, com 150 W em Class D. O CXA81 mais o CXN100 SE custam 2 248 € em duas caixas; o Evo 150 SE custa 2 399 € numa.

As colunas Cambridge Audio L/R M precisam de amplificador?

Não. As L/R M, tal como as L/R X, têm amplificação, DAC e streaming dentro das colunas. Ligam-se à corrente, à rede Wi-Fi e, se quiser, ao gira-discos pela entrada phono MM ou à televisão pelo HDMI eARC. As duas colunas ligam-se entre si por um cabo USB-C de 5 m incluído.

O Cambridge Audio AXA35 serve para gira-discos?

Sim. O AXA35 tem um pré de phono MM incluído, por isso um gira-discos com célula de íman móvel liga-se diretamente à entrada phono. Com 35 W por canal alimenta bem colunas de estante em salas até 20 m².

Leia também Colunas ativas ou passivas: qual faz mais sentido? e DAC e streamer explicados: precisa de um? antes de decidir entre a série CX e as L/R.

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