Coluna de chão Ø Audio junto a uma estante com amplificadores a válvulas

A pergunta não é qual prefere. A pergunta é qual funciona onde vai pôr.

É o erro mais comum que vemos: alguém entra na loja decidido a comprar colunas de chão porque ficam bem, ou colunas de estante porque "não tenho espaço" e depois instala-as numa sala que pede exactamente o oposto. O resultado é dinheiro gasto, e som que nunca chega a convencer.

O que separa os dois tipos

Colunas de chão têm woofers maiores e, normalmente, mais do que um. Isso significa mais volume de ar deslocado, o que se traduz em graves mais profundos e mais pressão sonora para salas grandes – sem subwoofer. São autossuficientes nesse sentido.

Colunas de estante, ou monitoras, fazem o mesmo com menos corpo. Os graves existem, mas têm um limite físico. Numa sala pequena isso não é problema – pode até ser uma vantagem, porque o excesso de graves numa divisão pequena empasta o som. Mas numa sala grande, uma monitora isolada vai parecer magra. Aí, ou se junta um subwoofer, ou se aceita que falta qualquer coisa.

O tamanho da sala decide – não o gosto

Numa sala de estar típica de apartamento lisboeta – 15 a 20 metros quadrados, tecto baixo, mobília a absorver o som – um par de boas monitoras bem posicionadas pode soar melhor do que colunas de chão de três vezes o preço. O espaço não precisa de ser enchido com graves.

Numa sala maior, com 30 metros quadrados ou mais, a física trabalha contra as monitoras. O som dispersa, os graves somem, e o ouvinte acaba a ouvir o quarto – não as colunas.

O ponto de partida é sempre a sala: dimensões, forma, materiais das paredes e do piso.

Colocação: o que pouca gente calcula antes de comprar

Colunas de chão ocupam espaço físico. Não só o palmo que ficam afastadas da parede – que deve ser respeitado para os graves respirarem – mas o impacto visual dentro da divisão. São presença.

Monitoras dão mais liberdade decorativa, mas exigem suportes de qualidade para soar bem. Uma monitora posta em cima de uma estante (apesar do nome) raramente rende o que pode dar: vibra com a estante, perde definição, fica mal posicionada em altura. Com stands dedicados, bem calculados para a sala e para o ouvinte sentado, é outra história.

O custo dos stands faz parte do orçamento. Não é acessório.

Sobre o preço: esqueça o que pensa que sabe

Não é verdade que colunas de chão sejam sempre mais caras. Há monitoras topo de gama que custam o dobro de colunas de chão de entrada. O formato não determina o preço: determina a aplicação.

O que vale a pena comparar é o que cada opção faz pelo dinheiro que se gasta – dentro da sala onde vai ser usada.

A única forma de saber a certa

Descrições técnicas ajudam a reduzir opções. Ouvir decide.

A mesma coluna soa diferente numa sala tratada e numa sala nua, num espaço pequeno e num grande. Na nossa Sala de Audição conseguimos simular condições próximas das de casa e fazer comparações directas entre os dois tipos. É isso que evita compras arrependidas.

Se está a considerar investir em colunas, venha ouvir antes de decidir.

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