Um glossário claro dos termos mais usados no mundo da alta fidelidade e do home cinema, explicados em português simples. Se está a montar ou a melhorar o seu sistema e encontrou uma sigla que não conhece, é provável que esteja aqui. Em caso de dúvida, pode sempre falar connosco ou marcar uma audição na nossa sala de audição em Lisboa.

Amplificação

Amplificador integrado
Amplificador que junta numa só caixa o pré-amplificador e o amplificador de potência. É a opção mais simples e com melhor relação qualidade-espaço para a maioria dos sistemas.
Pré-amplificador
Componente que seleciona a fonte e controla o volume, entregando o sinal ao amplificador de potência. Nos sistemas separados, é o "cérebro" do conjunto.
Amplificador de potência (final)
Amplifica o sinal do pré-amplificador para mover as colunas. Usa-se em conjunto com um pré nos sistemas separados.
Monobloco
Amplificador de potência com um único canal. Usam-se aos pares (um por coluna) para máxima separação e potência.
Válvulas
Tecnologia de amplificação anterior ao transístor, apreciada por muitos audiófilos pela sonoridade quente e natural. Exige mais manutenção e as válvulas gastam-se com o tempo.
Classe A / AB / D
Formas de funcionamento de um amplificador. A Classe A é a mais linear mas aquece e gasta mais; a AB equilibra eficiência e qualidade; a D é muito eficiente e compacta.
Potência (watts)
Energia que o amplificador entrega às colunas. Mais watts não significa melhor som: o importante é a adequação entre amplificador, colunas e tamanho da sala.
Impedância (ohm)
Resistência elétrica das colunas, normalmente 4, 6 ou 8 ohm. Interessa para garantir compatibilidade com o amplificador.
Sensibilidade (dB)
Indica quão alto uma coluna toca com determinada potência. Colunas de baixa sensibilidade pedem amplificadores com mais reserva de potência.

Fontes digitais e streaming

DAC (conversor digital-analógico)
Converte o sinal digital (de um computador, streamer ou leitor de CD) em sinal analógico que o amplificador reproduz. É determinante para a qualidade do som digital. Veja DAC e streamer explicados.
Streamer (leitor de rede)
Aparelho que acede a serviços de streaming e à sua biblioteca em rede, entregando a música ao sistema. Muitos incluem DAC.
PCM
Formato digital mais comum, descrito por profundidade de bits e taxa de amostragem (por exemplo, 24 bits / 96 kHz). Quanto maiores, mais informação por segundo.
DSD
Formato digital de alta resolução usado no Super Audio CD e em edições audiófilas, com uma abordagem diferente do PCM.
Hi-Res Audio
Áudio de alta resolução, com qualidade superior à do CD (16 bits / 44,1 kHz). Requer ficheiros e equipamento compatíveis.
Roon
Software de gestão e reprodução de música muito popular entre audiófilos, que organiza a biblioteca e distribui o som pelos equipamentos compatíveis (Roon Ready).
Bluetooth / aptX
Ligação sem fios para transmitir áudio a partir do telemóvel ou computador. O aptX e o LDAC são codecs que melhoram a qualidade face ao Bluetooth básico.

Vinil e gira-discos

Gira-discos
Aparelho que lê discos de vinil. Os melhores usam tração por correia e uma base bem isolada de vibrações. Veja como escolher o primeiro gira-discos.
Célula (cápsula)
Componente na ponta do braço que converte o sulco do disco em sinal elétrico. Há dois tipos principais: MM (íman móvel) e MC (bobina móvel).
MM e MC
MM (moving magnet) é mais acessível e de fácil substituição da agulha; MC (moving coil) costuma oferecer mais detalhe, mas exige um pré-phono adequado e, por vezes, um step-up.
Agulha (stylus)
A ponta de diamante que toca no sulco do disco. Gasta-se com o uso e deve ser substituída para não danificar os discos.
Pré-amplificador phono
Amplifica e equaliza o sinal muito baixo da célula até nível de linha. É indispensável se o amplificador não tiver entrada phono.
Step-up (SUT)
Transformador que eleva o sinal das células MC de baixa saída antes do pré-phono.
Curva RIAA
Norma de equalização usada na gravação e reprodução de discos de vinil. O pré-phono aplica a curva inversa para repor o equilíbrio tonal original.
Braço (tonearm)
Peça que segura a célula e a mantém no sulco com o ângulo e a força corretos.

Colunas

Colunas de estante (monitoras)
Colunas compactas, pensadas para pedestal ou estante. Ideais para salas pequenas e médias. Veja colunas de estante ou de chão.
Colunas de chão
Colunas altas, assentes no chão, com mais graves e escala. Pedem alguma distância às paredes e salas com espaço.
Colunas ativas e passivas
As passivas precisam de um amplificador externo; as ativas têm amplificação interna. Veja colunas ativas ou passivas.
Tweeter, woofer e driver
Driver é cada altifalante de uma coluna. O tweeter reproduz os agudos e o woofer os graves; alguns modelos têm ainda um médio dedicado.
Crossover
Filtro interno que divide o sinal pelos vários drivers, enviando cada gama de frequências ao altifalante certo.
Bi-wiring e bi-amping
Formas de ligar uma coluna com dois pares de terminais: bi-wiring usa cabos separados para graves e agudos; bi-amping usa amplificadores separados.
Bass reflex
Caixa com um tubo (porta) que reforça os graves. A alternativa é a caixa selada, mais controlada mas geralmente com menos extensão.
Subwoofer
Coluna dedicada aos graves mais profundos, útil em home cinema e em salas onde as colunas principais não chegam ao grave mais baixo.

Sala e acústica

Acústica da sala
O modo como a sala influencia o som. Muitas vezes é o fator que mais afeta o resultado final. Veja como melhorar a acústica da sala.
Toe-in
Ângulo com que se orientam as colunas em direção ao ouvinte, para acertar o foco e o palco sonoro.
Sweet spot
O lugar de audição onde a imagem estéreo fica mais equilibrada e focada, normalmente ao centro das duas colunas.
Tratamento acústico
Painéis absorventes ou difusores usados para controlar reflexões e reverberação, melhorando a clareza e a definição.

Ligações e outros termos

RCA
Ligação analógica não balanceada, a mais comum entre componentes de áudio doméstico.
XLR (balanceado)
Ligação balanceada que rejeita melhor o ruído em cabos longos, frequente em equipamento de gama alta.
Burn-in
Período inicial de utilização em que alguns componentes, sobretudo colunas, estabilizam a sua sonoridade.

Quer aplicar estes conceitos ao seu caso? Comece pelo nosso guia para escolher um sistema de alta fidelidade ou venha ouvir na nossa sala em Lisboa.